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quarta-feira

A origem das espécies - Conclusão

É difícil encontrar um texto mais importante que este:


"É extraordinário contemplar uma encosta luxuriante, revestida por muitas plantas de diversos tipos, com aves a cantar nos arbustos, com vários insectos a rodopiar pelo ar e com vermes a rastejar pela terra húmida, e pensar que todas estas formas tão elaboradamente construídas e diferentes entre si, dependendo umas das outras de forma tão complexa, têm sido produzidas por leis que actuam em nosso redor. Estas leis, no seu sentido mais lato, consistem no Crescimento com Reprodução, na Herança, que está implícita na Reprodução, na Variabilidade, resultante da acção indirecta e directa das condições externas de vida e do uso e desuso, na Taxa de Incremento, tão elevada a ponto de conduzir à Luta pela Sobrevivência e, por consequência, à Selecção Natural que impõe a Divergência de Caracteres e a Extinção das formas menos aperfeiçoadas.

O resultado directo da natureza, que se traduz pela fome e pela morte, é pois o facto mais sublime que podemos conceber, ou seja, a produção dos animais superiores. Há grandiosidade nesta visão da vida, com os seus diversos poderes originalmente concentrados num pequeno conjunto de formas ou mesmo numa única forma.

Enquanto este planeta continuava a girar de acordo com as leis fixas da gravidade, uma quantidade infinita de formas tão belas e admiráveis, emergidas de um começo tão simples, evoluía e continua, ainda hoje, a evoluir."



Charles Darwin (1809-1882) in "A origem das Espécies"

quinta-feira

Gato pela Janela

O melhor andar de um prédio para atirar um gato é acima do sétimo andar, não importa a distância da queda do gato, desde que tenha oxigénio suficiente.


À semelhança de muitos animais pequenos, os gatos têm uma velocidade terminal não fatal - nos gatos esta é entre 100 Km/h e 60 Km/h. Quando abrandam, conseguem orientar-se, esticar-se e cair em pára-quedas, como um esquilo.
A velocidade terminal é o ponto no qual o peso de um corpo se equilibra com a resistência do ar e pára de acelerar - nos humanos é de 195 km/h, atingida a cerca de 550 metros de altitude.
Há registos de gatos que caíram de uma altura de trinta ou mais andares sem consequências nefastas. Sabe-se de um gato que sobreviveu a uma queda de quarenta e seis andares, e há registo de um gato que foi deliberadamente atirado de um avião Cessna a 244 metros de altitude e sobreviveu.
Um trabalho de 1987 do Jornal da Associação Americana de Medicina Veterinária estudou 132 casos de gatos que haviam caído de janelas elevadas em Nova Iorque. Em média, tinham caído 5.5 andares. 90% dos gatos sobreviveram, apesar de muitos terem sofrido lesões graves. Os dados demonstraram que as lesões aumentavam proporcionalmente ao número de andares de queda - até aos sete andares. acima do sétimo andar, o número de lesões por gato diminuía nitidamente.
Por outras palavras, quanto maior a queda, maiores as hipóteses de sobrevivência do gato

John Lloyd; John Mitchinson in "The Book of General Ignorance"